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Por que é tão difícil emagrecer? A resposta pode estar no seu cérebro

Entenda por que emagrecer pode ser tão difícil e como o cérebro influencia a fome, o impulso alimentar e a relação com a comida.

Você já se perguntou por que emagrecer parece tão difícil, mesmo quando você sabe exatamente o que deveria fazer? Não é falta de disciplina. E, na maioria das vezes, também não é falta de informação.

A resposta pode estar no seu cérebro.

A forma como você come, sente fome e lida com a comida está profundamente ligada ao funcionamento de áreas cerebrais responsáveis por prazer, emoção e controle de impulsos.

O seu cérebro pode estar “programado” para comer mais

Existem dois sistemas principais que controlam a alimentação:

  • Um que regula a fome física
  • Outro que regula o prazer de comer

O problema é que, hoje, o sistema do prazer costuma falar mais alto.

Isso significa que você pode sentir vontade de comer mesmo sem estar com fome.

Sabe quando você vê um doce e simplesmente não consegue parar de pensar nele?
Isso não é fraqueza. É o seu cérebro atribuindo alto valor àquele alimento.

Por que você come mesmo sem fome?

A comida não serve apenas para nutrir o corpo.

Ela também pode aliviar ansiedade, reduzir estresse, trazer conforto e funcionar como recompensa.

Por isso, muitas pessoas comem depois de um dia difícil, quando estão cansadas, quando se sentem sozinhas ou sobrecarregadas. Nesse momento, o cérebro aprende algo muito importante: “Quando eu me sinto assim e como, eu melhoro.” E esse padrão se repete.

O problema não é saber — é conseguir parar

Muitas pessoas dizem: “Eu sei o que deveria fazer, mas na hora não consigo.”

Isso acontece porque a parte do cérebro responsável pelo controle (o “freio”) pode estar menos ativa no momento do impulso. Enquanto isso, a parte que busca prazer está altamente ativada.

Resultado: você age antes de pensar.

O ciclo que te prende na alimentação emocional funciona mais ou menos assim:

  1. Você se sente ansioso, cansado ou estressado
  2. Surge vontade de comer
  3. Você come
  4. Sente alívio momentâneo
  5. Depois vem a culpa

E a culpa… vira mais um gatilho.

Esse ciclo se repete e vai ficando cada vez mais automático.

E quando existe TDAH ou outro perfil neurodivergente?

Para algumas pessoas, isso é ainda mais intenso. Quem tem características de TDAH, por exemplo, pode ter mais impulsividade, maior busca por recompensa, mais dificuldade de organização e isso pode levar a padrões como: esquecer de comer e depois exagerar, comer por impulso ao ver comida além dificuldade em manter rotina alimentar.

Ou seja, não é só sobre alimentação — é sobre como o cérebro funciona.

Então, o que realmente ajuda?

Se o problema não é só comida, a solução também não pode ser só dieta. Algumas estratégias podem ajudar como:

1. Aprender a pausar antes de comer

Antes de comer, tente se perguntar:

  • “Estou com fome ou estou tentando aliviar algo?”

Isso já ajuda seu cérebro a sair do automático.

2. Criar alternativas à comida

Se você usa comida para relaxar, por exemplo, precisa de outras formas de relaxar.

Pode ser:

  • um banho
  • assistir algo leve
  • ouvir música
  • descansar de verdade

3. Trabalhar o emocional

Muitas vezes, o que está por trás da alimentação não é fome — é emoção. Aprender a lidar com as emoções como estresse, ansiedade e frustração faz toda a diferença. E é aí que entra a terapia, ela pode te auxiliar a entender sua dor, nomear e ressignificar.

4. Parar de se culpar

Culpa não resolve o problema. Na verdade, ela costuma piorar o ciclo. Entender que existe um funcionamento cerebral envolvido é o primeiro passo para mudar de forma mais gentil e eficaz.

E a boa notícia é: tudo isso pode ser trabalhado.

Se você sente que está presa nesse ciclo e quer aprender a lidar melhor com sua relação com a comida, a terapia pode te ajudar.

A mudança não começa na dieta.
Ela começa na forma como você se entende.

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O Autor

Olá! Sou Aline Schutz psicóloga (CRP: 12/11565) com 12 anos de experiência e mais de 5.500 atendimentos online. Desde pequena, sempre quis cuidar de pessoas e encontrei minha paixão na psicologia. Ofereço terapia individual e para casais, em português e inglês, focada em áreas como ansiedade, depressão, TDAH, autoestima e conflitos de relacionamento. Com experiência internacional e constante desenvolvimento, estou aqui para ajudar você a transformar sua vida e alcançar o bem-estar emocional.

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